Tempo comprado – a crise adiada do capitalismo democrático

edição:1ª
selo:BOITEMPO EDITORIAL
páginas:240
formato:23cm x 16cm x 2cm
ano de publicação:2018

R$ 47,00

O sucesso de Tempo comprado, dentro e fora dos meios acadêmicos, surpreendeu o próprio autor, o sociólogo alemão Wolfgang Streeck. O livro traz uma interpretação original da crise econômica que irrompeu em 2008 e seus efeitos, entre os quais uma crise política de governança democrática de proporções globais. Para Streeck, sintomas como o Brexit e a recessão continuada da União Europeia são as manifestações mais recentes da crescente incompatibilidade entre capitalismo e democracia, situada na longa transformação neoliberal do capitalismo pós-guerra a partir dos anos 1970.

Diante da escassez de análises que expliquem as dinâmicas econômicas atuais, Streeck empenha-se em atualizar as teorias da crise da Escola de Frankfurt e entrega uma narrativa fascinante sobre os desdobramentos da tensão entre democracia e capitalismo ao longo de mais de quatro décadas e como ela rebate nos conflitos entre os Estados, os governos, os eleitores e os interesses do capital. Embasada em ampla pesquisa de dados econômicos (representada por dezenas de gráficos), a séria investigação que se apresenta ao leitor não tem nada da frieza que se espera nessa seara; ao contrário, trata-se de um texto direto e com tiradas irônicas. O resultado é uma combinação rara e impactante da análise de tendências estruturais do capitalismo e a correlação de forças sociais, políticas e culturais.

***

“Uma obra esplendidamente provocadora de economia política.” – Aditya Chakrabortty, The Guardian.

“Para qualquer pessoa interessada em compreender o impasse no qual as democracias se encontram, eis um livro vital, ainda que profundamente consternador, cuja conclusão é perturbadora, embora seja mais do que convincente.” – Matthew Lawrence, Prospect Magazine

“Em suas melhores partes – quando paixão política se une a exposição crítica dos fatos e argumentação incisiva –, a investigação ampla e empiricamente embasada de Streeck faz lembrar a de Karl Marx em O 18 de brumário de Luís Bonaparte.” – Jürgen Habermas.

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