Reivindicação dos direitos da mulher

autor Mary Wollstonecraft
prefácio Maria Lygia Quartim de Moraes
orelha Diana Assunção
apoio ISKRA tradução Ivania Pocinho Motta

R$ 53,00

Sobre o autor

Mary Wollstonecraft

Considerado um dos documentos fundadores do feminismo, o livro denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século XVIII, especialmente o acesso à educação formal. Escrito em um período histórico marcado pelas transformações que o capitalismo industrial traria para o mundo, o texto discute a condição da mulher na sociedade inglesa de então, respondendo a filósofos como John Gregory, James Fordyce e Jean-Jacques Rousseau.

Libertária, Mary Wollstonecraft fez de sua própria vida uma defesa da emancipação feminina: envolveu-se na Revolução Francesa e foi uma precursora do amor livre. Tendo falecido logo após o parto de sua segunda filha, não pôde vê-la tornar-se, também, uma famosa escritora: Mary Shelley, a autora de Frankenstein. Extremamente revolucionário para a época, Reivindicação dos direitos da mulher foi traduzido para vários idiomas, se tornou uma referencia teórica para as precursoras do feminismo contemporâneo, como Simone de Beauvoir, e uma leitura essencial para as discussões de gênero.

“Reivindicação dos direitos da mulher resulta tanto de uma trajetória de lutas militantes de Mary como de seus enfrentamentos contra a moral sexista e conservadora da época”, diz Maria Lygia Quartim de Moraes, que assina o prefácio. Citando a feminista britânica Sheila Rowbotham, ela argumenta que Mary, “como mulher de razão e mulher de natureza”, personifica a tensão e as fissuras do Iluminismo, e que a leitura deste livro – escrito em linguagem direta e marcante – “desperta um sentimento de admiração por essa jovem mulher, capaz de superar tantos obstáculos, que lutou obstinadamente para ser feliz e foi muito além dos limites que seu tempo permitia”.

A edição também traz texto de orelha de Diana Assunção, historiadora e militante dos direitos das mulheres (ISKRA); uma cronologia da vida e obra de Mary Wollstonecraft e uma página sobre trajetória da escritora em quadrinhos, de Fred Van Lente (adaptação) e Ryan Dunlavey (arte), publicada originalmente na antologia Cânone gráfico, volume 1: clássicos da literatura universal em quadrinhos (Barricada, 2014).

Sobre a autora

Mary Wollstonecraft (1759-1797) foi testemunha e protagonista da cena iluminista, para a qual contribuiu com a inclusão da temática da igualdade de gênero, debatendo publicamente com escritores como Jean-Jacques Rousseau sobre o direito da mulher à educação. Precursora do feminismo e também uma aguerrida militante antiescravagista, foi uma mulher à frente de seu tempo em vários aspectos: era solteira quando teve sua primeira filha; defendeu o amor livre e a não obrigatoriedade do casamento; foi uma escritora reconhecida já em vida, autora de uma série de romances, tratados, narrativas de viagens e, inclusive, uma história da Revolução Francesa; conviveu com intelectuais como o editor Joseph Johnson e os escritores William Blake e William Godwin, com o qual veio a se casar e que se tornou pai de sua segunda filha, Mary Shelley (autora de Frankenstein). Sua obra mais importante é Reivindicação dos direitos da mulher (1792), considerada uma das peças inaugurais da literatura feminista.

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Seja o primeiro a avaliar “Reivindicação dos direitos da mulher”

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *